domingo, 6 de junho de 2010

Dia Internacional da Criança


Porque o Dia 01 de Junho se está a aproximar, saímos à rua e perguntámos a crianças e adultos como tinha sido a sua infância.
Descobrimos que, antigamente, as crianças brincavam juntas e eram menos violentas e rebeldes. Hoje, com o aparecimento das novas tecnologias, há menos convívio e o tempo livre das crianças e jovens é passado a sós, em frente de computadores, playstations, ou telemóveis. Isto ajuda a que sejam mal educadas, desrespeitadoras e que tenham pouca consciência do que é lidar com os outros.
As crianças, hoje em dia, cada vez mais cedo, deixam de brincar ao faz de conta, com bonecas ou carrinhos, dedicando-se à cultura do virtual. Não é por acaso que temos, actualmente, crianças pouco sonhadoras.
Dantes, os pais deixavam os filhos brincarem nas ruas e conviverem à sua vontade, durante mais tempo. Havia menos preocupação com a escola, apesar de ser mais exigente. Havia também mais respeito pela figura do mais velho.
Ar livre, partilha, sonho deixaram de estar ligadas à infância. Não será melhor voltarmos atrás?
Alicia Kirsch
Laura Silva

quinta-feira, 20 de maio de 2010

22 de Maio - Dia Internacional da Biodiversidade


A Biodiversidade é o termo utilizado para definir a variabilidade de organismos vivos, flora, fauna, fungos microscópicos e microorganismos, abrangendo a diversidade de populações de uma espécie, a diversidade de espécies, a diversidade de interações entre espécies e a diversidade de ecossistemas.
O Dia Internacional de Biodiversidade comemora-se no dia 22 de Maio. Foi instituído pela UNESCO com o objectivo de promover o conhecimento sobre a Biodiversidade e alertar para os problemas a ela associados como as alterações climáticas, as rápidas mudanças nos diferentes habitats e as consequentes modificações nas taxas de reprodução animal e no crescimento das plantas ou, em casos extremos, o desaparecimento de inúmeras espécies de fauna e flora.

Este dia será assinalado, em Olhão, com um encontro sobre o tema no Auditório Municipal de Olhão. Em debate, estarão temas como a Ria Formosa, o Encontro Internacional dos Jovens Cientistas do Futuro ou o Programa Eco-Escolas. Os intervenientes falarão sobre as actividades de educação para a Ciência Ambiental e de oficinas de expressão plástica – educação artística e ambiental, bem como da importância ecológica das ervas marinhas na Ria Formosa. Será um dia dedicado ao Ambiente e à Biodiversidade que contará com a participação do presidente da Comissão Nacional da UNESCO, o Embaixador Fernando Andresen Guimarães. Em Olhão, haverá ainda actividades paralelas, como a exposição dos trabalhos escolares realizados no âmbito do Prémio de Criatividade e Inovação.
Se puderes, não percas!
Alicia Kirsch

As tardes do Clube


E lá passou mais uma tarde em que trabalhámos "a todo o vapor" e em várias frentes.

O Miguel continuou dedicado e lá acabou o seu cartaz para o Clube de Xadrez.


A Daniela e a Andreia continuaram rumo à Feira do Bebé de Olhão, criando o cartaz alusivo ao evento que deverá ir a concurso.


Contámos, também, com a presença dos nossos informáticos, que estieveram empenhadíssimos a trabalhar para a Semana das Línguas. As meninas preferiram decorar caixas de madeira.
Reinaram a criatividade, a entreajuda e a boa disposição.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dia Internacional da Dança


O Dia Internacional da Dança é celebrado no dia 29 de abril, sendo promovido pelo Conselho Internacional de Dança, uma organização interna da UNESCO para todos tipos de dança.
A comemoração foi introduzida em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança da UNESCO. A data relembra o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balet moderno.
Entre os objectivos do Dia da Dança estão o aumento da atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem um local próprio para dança em todos sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.
Para assinalar este dia, andámos pela escola a perguntar se as pessoas sabiam da sua existência e que até que ponto a dança era importante.
Percebemos então que, apesar de este ser uma dia que passa um pouco despercebido, as pessoas gostam de dançar para descontrairem e para se exercitarem. Entre os estilos preferidos, estão o Hip Hop e a Disco Dance.

Alicia Kirsch
Ricardo Grelha

domingo, 25 de abril de 2010

As Portas que Abril abriu



E porque hoje é 25 de Abril, aqui fica a descrição desse dia nas palavras de Ary dos Santos, o Poeta da Revolução.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro


O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. É uma data simbólica para a literatura, já que, neste dia, terão falecido importantes escritores como Cervantes e Shakespeare.
A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

Para assinalar este dia, aqui vos deixamos o poema Ler, Doce Ler, de José Jorge Letria.


Os livros são casas
com meninos dentro
e gostam de os ouvir rir,
de os ver sonhar
e de abrirem de par em par
as paisagens e as imagens
para eles, lendo, poderem sonhar.

Os livros também respiram,
e o ar que lhes enche as páginas
tem o aroma intenso das viagens
que eles nos convidam a fazer,
sempre à espera que a magia
daquilo que nos contam
possa realmente acontecer.

Os livros são novos e antigos,
mas não gostam de ter idade.
Disfarçam uma mancha, uma ruga
e gostam de viver em liberdade
numa prateleira alta,
sobre a mesa em que se escreve
ou na bibliotecas da cidade.
E é por isso, porque o seu tempo
é sempre maior que o tempo,
que eles não gostam de ter idade.

Os livros têm nomes
que se chamam títulos
e as partes do seu corpo
por vezes chamam-se capítulos
e sentem-se vaidosos
se alguém os quer ilustrar
com as cores e os traços
que lembram o céu e o mar
e com as figuras inventadas
que os fazem rir e chorar.

Os livros põem nas capas
como as pessoas no rosto
aquilo que querem mostrar,
aquilo que dá mais gosto
a quem os vai encontrar.
E é assim que atraem
dos leitores a atenção
e lhes prendem o afecto
que é meio caminho andado
para chegar ao coração.

Os livros são tão livres
como os mais livres de nós
e por isso há quem receie
que os livros ganhem voz
e venham para o meio da rua
com a verdade nua e crua
do que têm para dizer.
E o que têm para dizer
é, no fundo, a liberdade
que o escritor tem ao escrever.

Os livros gostam de ser amados,
de ser lidos e lembrados
e de crescer com os meninos
com que foram embalados.
Os livros têm um sonho:
o de ver outros livros nascer
para que a paixão da leitura
não possa nunca morrer

Os livros às vezes sentem
o peso que a vida tem,
mas, que eu saiba,
não se queixam a ninguém.
Vão cumprindo o seu destino,
sabendo que é uma missão.
E essa missão o que é?
É estar sempre, sempre
onde os leitores estão.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sobre o 25 de Abril

E, já agora, se quiseres ficar a saber um pouco mais sobre esta data tão importante na nossa história recente, aqui ficam algumas sugestões de leituras que podes fazer.

ROMANCE DO 25 DE ABRIL, João Pedro Mésseder


E se um menino se chamasse Portugal? Ou então: pode o Portugal do antes do 25 de Abril ser comparado a um menino? Ora por que não?
Ouçam pois a sua história: como cresceu e sofreu e lutou até, já adulto, ver realizado um sonho.
E que sonho foi esse? O da liberdade, é claro. Mas imaginou também uma democracia e uma justiça que julgou possíveis no seu país à beira-mar.
Esse país onde hoje o mesmo menino, homem feito agora, continua atento a sonhar com um mundo melhor.
Uma data que não devemos esquecer. À maneira dos romances populares, o livro de João Pedro Mésseder, Romance do 25 de Abril, ajuda a conhecer e a compreender a Revolução de Abril.


VINTE E CINCO A SETE VOZES, Alice Vieira

O que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974? Aparentemente a resposta é fácil. Mas só aparentemente, pois tudo vai depender da idade que têm os que a ela respondem... Para os mais novos, aqueles a quem 1974 é a Pré-História, 25 de Abril, 10 de Junho, 5 de Outubro ou 1.º de Dezembro é tudo o mesmo, ou seja, é feriado e isso é que importa. Para os mais velhos, as coisas não são assim tão simples. Do conjunto de sete vozes diferentes se faz esta história — com um final feliz, já que a liberdade também se pode festejar de mãos dadas num centro comercial da cidade...


O RAPAZ DA BICICLETA AZUL, Álvaro Magalhães


"O João subiu para a bicicleta, que rangeu aflitivamente. Às primeiras pedaladas, ela respondeu com alguns estalidos, como os dos ossos de um velho que se levanta de uma cadeira, mas pouco depois já rolava pela estrada abaixo. Ele pedalou com mais força e atravessou o ar morno da manhã. Sentia não sabia o quê que o empurrava para diante. Cheirava-lhe não sabia a quê, sabia-lhe não sabia a quê. E esse “não sei quê” era a liberdade. Estava dentro dele e à volta dele, por todo o lado. Também ele era um rapaz numa bicicleta azul e também ele levava a flor da liberdade numa manhã de Abril. Com ela, podia ir até onde quisesse. Por isso, pedalou ainda com mais força e avançou a sorrir na direcção do sol."


O TESOURO, Manuel António Pina

"Os corações exultaram de alegria e as janelas encheram-se de bandeiras e de cravos vermelhos: os soldados puseram cravos vermelhos nas espingardas e as mulheres esqueceram-se do jantar e das limpezas da casa e correram para a rua com os filhos ao colo e cravos vermelhos ao peito, chorando e rindo, comovidas e confusas; as pessoas que tinham sido expulsas e obrigadas a refugiar-se longe regressaram; as portas das cadeias abriram-se e os presos voltaram, a casa; os jovens vieram da guerra, felizes por estar de novo rodeados dos amigos e abraçar os pais e os irmãos; e os meninos e as meninas puderam pela primeira vez dar as mãos e falar e olhar-se, caminhando lado a lado sem medo de acusações nem de castigos."